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Governo estuda portabilidade do crédito imobiliário

O Ministério da Fazenda confirmou que o governo estuda regras que facilitem a portabilidade do crédito imobiliário. A área técnica do governo está finalizando os estudos, mas não foi divulgada uma data para o anúncio das medidas com os ajustes na portabilidade. A alteração facilitaria a transferência de crédito imobiliário de um banco para outro que oferecesse mais vantagens para o mutuário. A portabilidade, segundo o Ministério da Fazenda, está em vigor desde setembro de 2006.
O assunto passou a ser destaque depois de o governo anunciar a nova regra para a caderneta de poupança, no último dia 3. A mudança estabeleceu alteração na remuneração da aplicação quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao ano ou menor do que esse patamar. Nesse caso, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Assim, a remuneração continua sendo 0,5% ao mês mais a TR.

Para tentar esclarecer os poupadores, foi publicada uma lista com perguntas e respostas no site do ministério, incluindo as questões sobre o crédito imobiliário. O ministério procura esclarecer que “não há vinculação direta entre a alteração na remuneração dos novos depósitos de poupança e a redução nas taxas de juros dos financiamentos habitacionais já existentes, até porque estes são instrumentos juridicamente perfeitos que devem ser respeitados”.

Por outro lado, o argumento do Ministério da Fazenda é que a redução nas taxas de juros da economia terminará incentivando os bancos a financiarem imóveis a taxas menores do que as dos contratos já firmados e, diante desse quadro, os mutuários devem exercem o direito de portabilidade. Como o governo anunciou a mudança no cálculo da poupança justamente para abrir caminho para uma eventual queda nos juros, os contratos antigos passarão a ser menos vantajosos à medida que as taxas ficarem menores.

No último dia 4, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou à Agência Brasil que a expectativa do governo é ter, daqui a alguns anos, uma taxa de juros que flutue entre 4% e 8%. De acordo com o boletim Focus do Banco Central (BC), a taxa básica de juros (Selic) que, como o nome diz, serve como base de cálculo para as demais taxas, terminará o ano em 8,5% ao ano. Os dados do documento, no entanto, refletem dados até o dia 4 de maio, quando começaram a valer as novas regras da poupança. O Comitê de Política Monetária do Banco Central deverá ser reunir nos próximos dias 29 e 30 de maio para definir a tendência do índice.

O Ministério da Fazenda também esclarece aos mutuários que a mudança na regra na caderneta de poupança não reduzirá o valor da prestação no financiamento da casa própria dos contratos já existentes. Isso porque os contratos de financiamento imobiliário, em sua maioria, apresentam uma taxa fixa, com correção do saldo devedor pela Taxa Referencial (TR) e não dependem diretamente da Selic, embora a mesma taxa tenha certa influência no valor da TR.

O Ministério da Fazenda garante que o risco de um eventual descasamento entre os ativos e passivos da fonte de recursos (funding) do financiamento imobiliários não será alterado, mas descarta a diminuição dos recursos para o crédito habitacional já que não há expectativa de queda no volume dos depósitos em poupança. No último dia 8, o Banco Central informou que a poupança teve melhor resultado para abril desde 2007, com os depósitos superando as retiradas em R$ 1,977 bilhão.
Fonte: Exame

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Mesada deve ser associada a tarefas da casa?

É comum usar a mesada para incutir nos filhos lições sobre como administrar, gastar e poupar mais ajuizadamente. Mas há uma divisão entre os pais – e os especialistas em finanças familiares – sobre uma questão: a mesada deveria ser ligada à realização de tarefas?

Pedimos que dois especialistas debatessem a questão via e-mail.

Neale Godfrey, fundadora da Children’s Financial Network Inc., uma empresa voltada a estimular a educação financeira, é a favor de associar a mesada a tarefas de casa. Jon Gallo, diretor da área de administração do patrimônio familiar da firma de advocacia Greenberg Glusker Fields Claman & Machtinger LLP, em Los Angeles, e cofundador da Gallo Consulting, uma firma de assessoria financeira voltada a famílias, defende que as crianças recebam mesada independente de fazerem tarefas de casa.

Abaixo seguem trechos editados do debate.

WSJ: Neale, por que a mesada da criança deve se basear em tarefas na casa?

Neale Godfrey: É importante ensinar à criança as consequências naturais do dinheiro. Isso significa que a única maneira de você ganhar dinheiro é merecendo; não existe direito assegurado para isso.

Se as crianças tiverem de trabalhar pelo dinheiro delas, também vão começar a entender, e até apreciar, como é difícil trabalhar e ganhar dinheiro. Se acontecer um milagre, elas vão entender que papai e mamãe também precisam trabalhar duro para ganhar o dinheiro deles!

Jon Gallo: Concordo que é preciso evitar que os filhos cresçam achando que estão com a vida ganha. Mas também queremos desenvolver uma ética profissional, que é um senso de responsabilidade e motivação para vencer.

Recomendo que os pais dividam as tarefas em duas categorias.

As tarefas da família são entregues às crianças porque elas são integrantes da família. Elas não recebem por elas. Em vez disso, a recompensa é uma sensação de realização que ajuda a desenvolver ética profissional.

Além disso, os pais podem criar uma lista de tarefas extras para as crianças ganharem dinheiro, geralmente tarefas que os pais pagam a alguém para fazer, como lavar o carro. As tarefas extras ajudam a criança a apreciar o valor de se trabalhar com afinco e aprender que ganhar dinheiro envolve trabalho.

Godfrey: Há dois tipos de tarefas numa família: a de Cidadão da Casa, sem mesada, e a de Trabalho Remunerado.

As tarefas de Cidadão da Casa são pessoais: escovar os dentes, organizar seu espaço, guardar os brinquedos, etc.

As Tarefas Remuneradas são todas as tarefas de uma casa – arrumar a mesa, lavar a roupa, etc. Essas tarefas são pagas de acordo com um cronograma semanal.

As tarefas de Cidadão da Casa representam o “bom comportamento” e se não forem cumpridas, a punição é comportamental, retirando um privilégio da criança, como assistir à TV. Se as Tarefas Remuneradas não são feitas, não há pagamento.

Sou contra só pagar às crianças por tarefas que os pais poderiam pagar outra pessoa para fazer. Todo mundo na casa deve trabalhar e aprender todas as habilidades fundamentais para manter a casa funcionando.

WSJ: Jon, se é permitido pagar os filhos para fazer tarefas, por que é uma má ideia basear a mesada em tarefas de casa?

Gallo: Mesada e tarefas da família têm propósitos distintos.

A mesada ajuda as crianças a aprender a administrar dinheiro e controlar a necessidade de gratificação instantânea. As tarefas para a família ajudam as crianças a desenvolver ética profissional.

Pagar pelas tarefas extras transmite uma mensagem saudável: dinheiro e trabalho duro andam juntos. Confiscar a mesada porque eles não fizeram as tarefas de casa transmite uma mensagem menos saudável: o dinheiro pode ser usado para punir.

Se as crianças não fizerem as tarefas da família, sofrerão as consequências. Mas as consequências não devem envolver a mesada. No fim das contas, o problema não é que elas estão abusando da mesada; o problema é que não estão fazendo as tarefas delas.

Usar dinheiro como recompensa e punição aumenta a probabilidade de os filhos se tornarem adultos controlados pelo dinheiro. Precisam existir consequências quando nossos filhos desobedecem ou não fazem as tarefas de casa. Mas recomendo que o dinheiro seja usado como punição só se as crianças estiverem gastando erradamente.

Se a sua filha recebe a tarefa de tirar os pratos da máquina de lavar antes de ir dormir e não faz, não tire a mesada dela. Ela não está abusando do dinheiro; ela não está cumprindo com a parte justa que lhe cabe como membro da família. Então a acorde 30 minutos mais cedo de manhã e mande esvaziar a máquina!

Godfrey: Não acho que dinheiro possa “controlar” as pessoas. O dinheiro em si não é bom ou mau. A pessoa é que controla o dinheiro.

O dinheiro permite à pessoa escolher. Quero que as crianças ganhem o próprio dinheirinho, façam suas escolhas e aprendam com essas escolhas.

Se a criança compra algo que depois não quer, aprende uma lição valiosa sobre estabelecer metas e orçamentos. Ela também aprende como é difícil trabalhar para poder fazer aquela compra. É crucial entendermos que o dinheiro é resultado só do trabalho.

Não só dou dinheiro às crianças, como faz Jon. Quero que aprendam a ganhar dinheiro. Trabalhar duro e ter orgulho disso é uma lição valiosa.

Gallo: Neale entendeu errado minha posição se acha que dou dinheiro às crianças por nada.

A mesada tem um propósito: educar as crianças sobre como administrar o dinheiro responsavelmente e também a resistir à necessidade de gratificação imediata.

Esperamos que as crianças façam as tarefas da família sem ter que receber, porque são membros da família e precisam compartilhar os recursos da família.

Na minha opinião, esses recursos envolvem uma mesada, não porque quero dar dinheiro a elas por nada, mas porque se realmente queremos que nossas crianças aprendam a administrar dinheiro responsavelmente, precisam ter dinheiro para administrar. É por isso que eu também proponho as tarefas extras; se quiserem mais dinheiro, terão de merecer.

WSJ: Jon, a mesada deveria ser grande o suficiente para que as crianças não precisem fazer as tarefas extras se não quiserem, ou ela deve ser mínima para incentivar as crianças a trabalhar para ganhar aquele dinheiro extra?

E Neale, a sra. acha que uma mesada deveria ser relativamente alta para que elas aprendam melhor a lição se não realizarem suas tarefas?

Gallo: Nosso conceito é usar a mesada para transferir à criança a responsabilidade por tarefas que os pais já pagavam, ao mesmo tempo em que é permitida a possibilidade de fazer tarefas extras para ganhar dinheiro e comprar outras coisas. Mas ao mudar a responsabilidade, a criança aprende a pensar em termos de escolhas, alternativas e consequências.

Godfrey: Pago às crianças a idade delas por semana, então uma de dez anos recebe US$ 10 por semana. Se você paga muito pouco, eles não conseguem fazer um orçamento e economizar para nada. Se você paga demais, não está ensinando como é difícil trabalhar e ganhar dinheiro. Fonte:Valor

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Índice FipeZap desacelera novamente em abril

O Índice FipeZap, que mede a evolução do preço dos imóveis brasileiros, teve alta de 1,2% em abril, menor do que a alta de 1,4% de março. De acordo com o estudo divulgado mensalmente, “a tendência de desaceleração observada nos últimos meses acentuou-se em abril”. Após uma fase de desaceleração entre abril de 2011 e janeiro de 2012, o índice voltou a acelerar em fevereiro (+1,5%), tornando a desacelerar em março.

É a segunda redução na valorização neste ano. Houve desvalorização no preço dos imóveis em Salvador (-0,6%), e em São Paulo a alta de 1,2% foi a menor para o mês de abril de toda a série histórica, iniciada em 2008. Também foi a primeira vez que a valorização dos imóveis na capital paulista em abril foi menor que no mês de março. A alta acumulada nos quatro primeiros meses do ano no país também foi inferior à do mesmo período do ano passado: 5,3% em 2012, frente a 9,2% em 2011.

No Rio, no Distrito Federal e no Recife, a valorização dos imóveis no mês foi de 1,4%; em Fortaleza, foi de apenas 0,1%. A maior alta se deu em Belo Horizonte, 2,5%. O preço médio do metro quadrado nacional está em 6.529 reais. O mais caro continua sendo o do Distrito Federal: 8.216 reais; e o mais barato, o de Salvador: 3.665 reais.

Em matéria publicada no início de abril, as altas mensais dos imóveis no Rio e em São Paulo foram comparadas às altas mensais da inflação desde o início da série histórica em 2008. Mês a mês, a valorização dos imóveis superou a inflação. Em março, não foi diferente. Com alta de 0,21% da inflação, a valorização dos imóveis no Rio foi de 1,42%, em São Paulo de 1,29% e no Brasil de 1,40%. A alta da inflação em abril ainda não foi fechada, mas deve ficar abaixo de 0,5%.

Desde 2008, os imóveis valorizaram 135% em São Paulo e 170% no Rio, em média. Veja abaixo o preço médio do metro quadrado em todas as cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap:

Cidade Preço médio do metro quadrado
Distrito Federal R$ 8.216
Rio de Janeiro R$ 7.907
São Paulo R$ 6.372
Recife R$ 5.192
Belo Horizonte R$ 4.851
Fortaleza R$ 4.413
Salvador R$ 3.665
Fonte:Valor

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Dispara emissão de letra imobiliária

Diante do apetite dos investidores para papéis de renda fixa que oferecem isenção de Imposto de Renda, os bancos têm utilizado as emissões de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) como uma fonte de funding alternativa para financiar as operações de crédito imobiliário, engrossando os estoques desses papéis.

O saldo de LCIs cresceu 52,3% nos últimos 12 meses encerrados em abril, atingindo R$ 53,679 bilhões, segundo dados da Cetip. No período, a captação desses títulos avançou 42,65%, somando R$ 25,268 bilhões.

A Caixa é uma das instituições que têm utilizado esse instrumento para captar recursos para novas concessões de financiamento à habitação, respondendo por 33% do mercado. A carteira de LCIs do banco já soma R$ 20 bilhões, um crescimento de 58,2% do estoque nos últimos 12 meses encerrados em março. “Esses títulos têm sido uma importante fonte de funding, dado o ritmo de crescimento dos financiamentos imobiliários”, afirma Márcio Percival Alves Pinto, vice-presidente de finanças da Caixa. A carteira de crédito imobiliário do banco tinha um saldo de R$ 164,6 bilhões em março, sendo R$ 85 bilhões relacionados a recursos da poupança.

No caso do crédito imobiliário, como a legislação obriga os bancos a aplicarem 65% do que é captado via caderneta de poupança em financiamento habitacional, as instituições acabam emitindo as LCIs quando a carteira de crédito imobiliário é maior que o volume destinado para cumprir essa exigência. Como a concessão de crédito tem crescido a um ritmo superior ao da captação da poupança, muitas instituições financeiras têm buscado fontes de recursos alternativas para bancar essas operações.

A emissão desses títulos representa uma fonte de funding mais barata que a captação de recursos por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) ou de Letras Financeiras para as operações de crédito imobiliário, tipicamente financiado com recursos da poupança. Isso porque como as LCIs contam com isenção de Imposto de Renda para os investidores pessoas físicas, os bancos podem oferecer uma taxa inferior a dos CDBs aos clientes.

O rendimento das LCIs varia entre 85% a 95% do CDI, dependo do prazo e valor da aplicação. Com o benefício fiscal, porém, o retorno acaba sendo superior ao dos CDBs, que contam com a incidência de Imposto de Renda – com alíquota que varia de 22,5% a 15% sobre os rendimentos.

Assim com os CDBs, as LCI também contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, esses títulos são isentos de recolhimento de compulsório e também estão liberados da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), destaca o vice-presidente da Caixa.

No Itaú Unibanco, por exemplo, o estoque de LCIs ao fim do primeiro trimestre já alcançava o mesmo volume de Letras Financeiras, somando R$ 16,750 bilhões, crescimento de 67,75% em relação ao mesmo período do ano passado. Boa parte desses títulos é vendida para clientes do “private banking” do banco, que têm mais de R$ 3 milhões em investimentos, com alocação mínima em torno de R$ 100 mil.

O prazo das LCIs varia de 60 dias a dois anos. Mesmo sendo de curto prazo, o vice-presidente da Caixa não vê um risco de descasamento com o passivo imobiliário, que é de longo prazo, uma vez que a taxa de renovação desses investimentos costuma ser alta.

“Temos visto um alongamento dos prazos desses papéis, com os investidores aumentando a parcela de ativos de menor liquidez na carteira”, reitera Charles Ferraz, responsável pelo aconselhamento aos investidores do private banking do Itaú Unibanco.

Na Caixa o prazo médio das emissões tem ficado entre 15 e 18 meses, e a aplicação mínima é de R$ 50 mil. “Estamos estudando reduzir esse valor para oferecer acesso a esses papéis aos clientes de varejo”, afirma Alves Pinto.

O Santander já oferece LCIs para o segmento de varejo, com aplicação mínima a partir de R$ 30 mil. “Esse é um funding considerado estável, com maior pulverização na base de clientes de varejo, e é uma alternativa interessante que ajuda a compor com a poupança o funding para a carteira imobiliária”, afirma José Roberto Machado, diretor executivo de negócios imobiliários do Santander. O volume de LCIs emitidas pelo banco cresceu 12% no ano passado em relação a 2010, somando um saldo de R$ 8,6 bilhões. Fonte:Valor

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Tarifa maior pode anular vantagem de juro reduzido

Para ter acesso às melhores condições de juros, como o cheque especial de 3,94% ao mês, os clientes do Banco do Brasil terão que aceitar pagar de 36% a 52% mais em tarifas por seu pacote de serviços. Em empréstimos mais curtos e de menor valor, o custo mais alto com a tarifa pode anular a economia com os juros oferecidos no programa “Bom Pra Todos”.

O gasto adicional com tarifa varia de R$ 73 a R$ 124 por ano.

Apenas como exemplo, trocar um empréstimo de R$ 1 mil com prazo de 12 meses com taxa de juros de 3,5% ao mês por outro de 2% ao mês, gera uma economia de R$ 107 ao longo do período.

Quanto maiores os valores e os prazos, mais relevantes passam a ser os juros menores.

“O pacote é por adesão, ele não é imposto a ninguém. Cada cliente vai analisar sua situação e ver se é bom para ele ou não”, diz Dan Conrado, vice-presidente de varejo, distribuição e operações do Banco do Brasil.

Apesar dos nomes iguais e da cesta de serviços ser praticamente idêntica, o BB diz que os pacotes não são comparáveis. “O novo tem alguns serviços agregados como consultoria financeira”, diz.

O banco destaca ainda que não é preciso aderir ao pacote “BomPra Todos” para ter redução dos juros no financiamento de veículos e no crédito pessoal, inclusive consignado. E que a maior parte dos benefícios ligados a taxas mais baixas para fundos de investimento também valem para todos os clientes. Até a semana passada, 160 mil clientes tinham aderido ao programa.

O BB informou ainda que manteve as tarifas entre 2008 e 2010, e que em 2011 e 2012 “realizou dois movimentos de correção”, em percentuais, “em média”, inferiores à inflação do período. Ainda assim, a receita do Banco do Brasil, apenas com pacotes de serviços, aumentou 45% entre 2009 e 2011, para R$ 3,25 bilhões, enquanto a base de correntistas cresceu 3%.

Segundo Conrado, o lançamento de pacotes de serviços que geram bônus para celular, que atraiu um público grande de clientes das classes mais baixas, ajuda a explicar a receita maior.

O Itaú Unibanco não deu entrevista sobre seus pacotes de serviços que garantem juros menores, mas que são mais caros que outros de mesmo nome oferecidos pelo banco. Informou apenas que os clientes devem observar o conteúdo de cada cesta de serviços.

Entre os três com mesmo nome, o “Simples” é o que possui mais diferenças. Por um preço 56% mais caro por mês, o número de folhas de cheque sobe de 12 para 20, o de saques em ATMs de 14 para 22 e o de transferências entre contas do banco sobe de 12 para 34. Fonte:Valor

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Dia das Mães


Mais do que uma data,
um sentimento.
Mais do que um domingo,
um acontecimento.
Mais do que uma mensagem
uma declaração de amor.

Nesta data especial a BCF Administradora de Bens
Deseja um Feliz dia das Mães!

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As cidades com os imóveis novos mais caros de 2011

Em 2011 foram lançados 1.332 empreendimentos imobiliários residenciais nos principais mercados do Brasil, totalizando 168.552 unidades, com um preço mediano de 4.630 reais por metro quadrado. Os dados são do primeiro “Anuário do Mercado Brasileiro” preparado pela imobiliária Lopes, que considera lançamentos de todos os padrões ocorridos no ano passado nos 15 principais mercados imobiliários do país.

A seguir você vai ver as dez cidades com os lançamentos mais caros do país em 2011, com base no preço mediano do metro quadrado – valor que exclui o preço mais alto e o mais baixo da análise. Surpreendentemente, o Rio de Janeiro – onde se encontram alguns dos bairros mais caros do país – ficou de fora da lista, em 11º lugar, com um preço mediano de 4.660 reais por metro quadrado.

“Felizmente no Rio, no ano passado, houve o lançamento de muitos empreendimentos econômicos, em bairros mais centrais ou afastados”, diz Cristiane Crisci, diretora da área de inteligência de mercado da Lopes. Dos 73 lançamentos, muitos em bairros da Zona Oeste, como Freguesia, Campo Grande, Jacarepaguá, Barra e Recreio. Em contrapartida, na maioria das cidades a seguir, os lançamentos se concentraram em bairros nobres. Confira:
1. Brasília, DF

O metro quadrado mediano mais caro do país entre os lançamentos de 2011 podia ser encontrado em Brasília, por 10.420 reais. A capital federal tem uma característica única, pois os novos empreendimentos no Plano Piloto estão sujeitos a uma série de restrições, devido ao fato de a cidade ser toda planejada. Assim, os terrenos são escassos e, como a renda da população é alta, o metro quadrado acaba ficando realmente muito caro.

“Agora foram liberados os lançamentos na zona noroeste, uma região nova que funciona como se fosse um grande terreno. Em 2011 houve 15 lançamentos nessa área, onde o metro quadrado é de cerca de 10.000 reais”, diz Cristiane Crisci, diretora da área de inteligência de mercado da Lopes. No total, foram lançados 19 empreendimentos em Brasília no ano passado, totalizando 1.773 apartamentos.
Leia mais em: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/as-cidades-com-os-imoveis-novos-mais-caros-de-2011?p=2#link
Fonte: Exame

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Varejo usa celular para manter cliente o tempo todo conectado

O varejo está tentando fazer o celular trabalhar a seu favor – e não contra.

É o caso da rede americana de confecções Maurices, voltada ao público feminino. No mês passado, a Maurices começou a enviar mensagens ao celular das pessoas passando a poucos metros de uma loja da rede. Consumidores que se cadastram no serviço recebem torpedos com ofertas no estabelecimento. Há pouca evidência de que essa modalidade de marketing realmente funcione, mas a Maurices quer fazer um teste, na esperança de atrair público para as lojas.

“Se a gente não provar, não há como saber”, diz David Jaffe, diretor-presidente da Ascena Retail Group Inc., controladora da Maurices.

O varejo americano torce desesperadamente para que a tecnologia – chamada de “geofencing” ou, literalmente, cercado geográfico – se converta em uma resposta eficaz ao execrado “showrooming”, que acontece quando o cliente entra na loja para ver ao vivo um artigo, mas acaba comprando pela internet, depois de usar o celular ou computador para achar um preço melhor.

A ideia por trás do geofencing é tentar agarrar o consumidor quando ele está por perto. Com isso, a promoção pode ser ultraespecífica – como um torpedo oferecendo desconto em guarda-chuvas para gente num raio de 15 quilômetros durante um pé d’água, ou anunciando a liquidação no corredor seis quando o cliente está circulando pelo três.

Só que a adoção pelo público em regiões que vêm testando a tecnologia tem sido irregular, dizem os varejistas, num sinal do desequilíbrio fundamental de poder no uso do celular. Enquanto o consumidor em vários mercados já aprendeu a usar o smartphone para conferir preços em outras bandas e, com isso, puxar o tapete de varejistas, o comércio ainda tateia em busca de uma maneira de usar o celular para vender mais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 15% dos participantes de uma sondagem recente disseram usar o celular em lojas para comparar preços com rivais exclusivamente eletrônicas, segundo a firma de pesquisa de mercado Forrester Research. Um número menor usa o aparelho para coisas que poderiam reverter em benefício do comércio tradicional; 8% dos entrevistados disseram usar o celular para dar “check in” em lojas e 7% disseram que usavam o aparelho para se informar sobre promoções ou eventos no comércio.

O público já mostra mais desembaraço no uso de vales-desconto que chegam ao celular. Mais de 3,4 bilhões de vales via celular foram usados em 2011 n mundo todo, segundo a Juniper Research.

A rede americana de supermercados Meijer Inc. instalou sensores nas lojas para oferecer informações personalizadas e vales virtuais via celular. Se fizer a lista de compras pela internet, o cliente pode abrir o aplicativo do supermercado dentro do estabelecimento para que a lista seja reordenada com base no corredor em que se encontra, acelerando o processo de compra. Cupons e promoções semanais também aparecem, disse Josh Marti, diretor-presidente da Point Inside, empresa que ajudou a desenvolver a tecnologia.

“Não é só uma questão de tentar armar um esquema defensivo, mas de saber como o comércio pode capitalizar essa atividade no celular”, diz Marti, acrescentando que várias varejistas maiores estão criando programas similares.

A North Face, fabricante de agasalhos esportivos, vem usando o geofencing desde 2010 com um aplicativo chamado Shopalert produzido pela firma de comércio via celular Placecast. A North Face já ergueu essas “cercas” virtuais não só em torno das lojas, mas em parques e estações de esqui, diz Aaron Carpenter, diretor de marketing global da marca, parte do grupo VF Corp.

Só que, com dois anos de uso do geofencing, a North Face atraiu apenas 8 mil interessados. “Esses programas ainda estão na infância”, disse Carpenter sobre o geofencing, programas em redes sociais e outras iniciativas experi¬mentais. “Mas mantêm as pessoas ligadas à marca”.

Já tem empresa ampliando o experimento. A marca de cosméticos Kiehl’s começou um teste com o geofencing em julho passado em 44 lojas da própria rede. Este ano, o experimento virou uma iniciativa permanente, diz Tory Diamond, diretora de gestão de relações com o cliente da marca, parte do grupo L’Oréal SA. A empresa agora cogita usar o geofencing para balcões da Kiehl’s dentro de lojas de departamento, diz ela.

As cercas virtuais da Kiehl’s vão de uns 800 metros em Nova York e outros grandes centros a pouco mais de três quilômetros em regiões mais periféricas e residenciais. Milhares de clientes já se cadastraram para receber torpedos. Em novembro, a marca deu um protetor labial de cortesia a quem se registrasse no serviço. A Kiehl’s envia no máximo três torpedos por mês, diz Diamond, acrescentando: “O SMS é um meio muito pessoal, é preciso não irritar as pessoas”. Yamilky Vincente, uma bancária de 23 anos em visita a uma loja em Nova York, se cadastrou com prazer. Recém convertida à marca, ela diz que os torpedos tornariam mais fácil achar as lojas.Fonte:Valor

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IPCA de abril fica em 0,64%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de abril apresentou resultado de 0,64%, três vezes mais do que a taxa de 0,21% registrada em março. Foi o maior índice mensal desde abril de 2011 (0,77%).

O acumulado no ano ficou em 1,87%, bem abaixo da taxa de 3,23% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,10%, inferior aos 5,24% relativos aos doze meses imediatamente anteriores.

INPC varia 0,64% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,64% em abril, acima do resultado de 0,18% de março em 0,46 ponto percentual. Com isto, o acumulado do ano fechou em 1,73%, abaixo da taxa de 2,89% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 4,88%, abaixo dos doze meses imediatamente anteriores (4,97%). Em abril de 2011 o INPC havia ficado em 0,72%.
Fonte: IBGE

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IGP-DI acelera em abril

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 1,02%, em abril. A variação registrada em março foi de 0,56%. Em abril de 2011, a variação foi de 0,50%. Em 12 meses, o IGP-DI variou 3,86%. A taxa acumulada no ano é de 1,95%. O IGP-DI foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 1,25%. No mês anterior, a taxa foi de 0,55%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,86%. No mês anterior, a taxa foi de 0,55%. O principal responsável pela elevação foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,36% para 1,70%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,83%, ante 0,13%, no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 1,74%, ante 0,48%, no mês anterior. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,59% para 2,18%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 1,88%. No mês anterior, a variação foi de 0,58%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de 0,64%, em março, para 1,05%, em abril. Os destaques no sentido ascendente foram: café (em grão) (-9,96% para -4,14%), minério de ferro (-0,20% para 1,35%) e bovinos (-1,74% para 0,06%). Em sentido descendente, vale mencionar: laranja (21,79% para -8,47%), milho (em grão) (-1,92% para -5,82%) e cana-de-açúcar (0,49% para -0,81%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,52%, em abril, ante 0,60%, em março. A contribuição de maior magnitude para o decréscimo partiu do grupo Habitação, cuja taxa de variação passou de 1,03% para 0,42%. Nesta classe de despesa, os destaques foram: empregados domésticos (3,53% para 0,57%), taxa de água e esgoto residencial (2,44% para 0,00%) e aluguel residencial (0,94% para 0,54%).

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação de outras três classes de despesa: Alimentação (0,63% para 0,38%), Educação, Leitura e Recreação (0,46% para 0,09%) e Vestuário (0,61% para 0,55%). Os destaques destes grupos foram os itens: frutas (5,62% para -1,47%), passagem aérea (-0,65% para -7,22%) e calçados (0,55% para 0,12%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Despesas Diversas (0,14% para 3,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 1,03%), Comunicação (-0,21% para 0,08%) e Transportes (0,26% para 0,33%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: cigarros (0,00% para 9,66%), medicamentos em geral (0,26% para 1,92%), tarifa de telefone residencial (-1,19% para 0,13%) e gasolina (-0,15% para 0,20%) respectivamente.

O núcleo do IPC registrou variação de 0,43%, em abril. Em março, a taxa foi de 0,48%. Dos 85 itens componentes do IPC, 43 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 16 apresentaram taxas abaixo de -0,06%, linha de corte inferior, e 27 registraram variações acima de 0,79%, linha de corte superior. Em abril, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 67,46%, ante 64,50%, no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril, taxa de variação de 0,75%, acima do resultado do mês anterior, de 0,51%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,52%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,32%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,97%, em abril. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 0,69%.
Fonte: FGV

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