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Caixas eletrônicos para o ladrão moderno

Para evitar ladrões sofisticados, os caixas eletrônicos estão ficando com cara de ficção científica.

Tentando deixar para a história as imagens de caixas eletrônicos explodidos e acabar com o roubo de informações para clonagem de cartões, fabricantes desse equipamento estão fazendo máquinas que não requerem contato físico com o usuário, armazenam dados em servidores longe do ponto de atendimento e até mantêm o dinheiro a distância.

A Diebold Inc. está trabalhando numa máquina que usa a chamada computação “em nuvem” para armazenar informação remotamente, reduzindo o risco de que alguém acesse dados de clientes arquivados no computador da máquina. A NCR Corp. lançou um modelo que identifica os clientes lendo o desenho das veias das mãos deles. E a Itautec SA está finalizando um protótipo que permite às pessoas fazer transações usando gestos – o que torna possível manter a máquina por trás de vidro à prova de balas.

“A ideia é que, se você não pode tocar a máquina, ela vai ser mais difícil de assaltar”, disse Mauricio Guizelli, diretor comercial de operações bancárias da Itautec.

Um problema: o novo esforço tecnológico chega quando muitos bancos estão sob pressão para reduzir custos, e podem não estar inclinados a investir em máquinas novas.

Há muito em jogo. Autoridades e especialistas em diferentes países dizem que hoje se rouba mais dinheiro via fraude eletrônica que dá aos criminosos acesso a dados de correntistas, do que por meio de assalto a bancos. Um método comum de fraude é o uso de um mecanismo copiador, popularmente conhecido como “chupa-cabra”, que os fraudadores instalam no caixa eletrônico para copiar os dados do cartão e usar a informação para acessar a conta do usuário.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos, um caixa eletrônico pode conter de R$ 100.000 a R$ 150.000, de modo que explodir um para pegar o dinheiro pode ser melhor negócio do que assaltar um banco. A equivalente americana da Febraban estima que, num roubo de caixa eletrônico, os ladrões levem dez vezes mais dinheiro do que se assaltassem uma agência.

Os primeiros caixas eletrônicos surgiram em 1971, e hoje chegam a milhões de máquinas ao redor do mundo.

Um caixa eletrônico custa, em média, cerca de US$ 20.000, segundo analistas.

O caixa eletrônico comum é um computador numa caixa que contém dinheiro. Em vez de guardar os aplicativos do computador no caixa eletrônico, o modelo “virtual” da Diebold os manteria na memória de máquinas acessadas remotamente.

Embora não tenha dado números específicos, a Diebold afirmou que o modelo “virtual” seria menos custoso para operar, porque a assistência técnica seria centralizada em vez de ter de ser feita em milhares de locais.

Ainda assim não está claro se os bancos ao redor do mundo vão investir na atualização numa época em que estão pressionados para reduzir custos. Além disso, alguns profissionais de segurança acham que deixar os dados armazenados num só lugar pode criar alvos tamanho família para hackers.

“Computação em nuvem é uma oportunidade, mas também apresenta todo um novo conjunto de vulnerabilidades”, disse Shawn Henry, diretor executivo assistente da polícia federal americana, o FBI, na área de crimes cibernéticos.

A previsão é de que o número de caixas eletrônicos em serviço no mundo todo salte de 2,4 milhões em 2011 para 3,2 milhões em 2016, segundo a consultoria britânica RBR. Boa parte desse crescimento deve vir de mercados emergentes como China e Índia, disse a RBR.

A fabricante americana de caixas eletrônicos NCR fornece ao Banco Bradesco SA um caixa eletrônico que reconhece o cliente identificando o padrão das veias na palma de suas mãos. A técnica visa a aumentar a segurança, embora os usuários ainda tenham de teclar suas senhas. A NCR também vende software que embaralha o código em que o caixa eletrônico roda para dificultar a entrada de vírus.

Uma porta-voz do Bradesco disse que hoje há, em média, cerca de um desses novos caixas em cada uma das agências do banco, que em setembro tinha 3.945 agências.

A NCR também tem conversado com bancos sobre um caixa eletrônico que não precisaria passar o cartão. Os clientes baixariam um aplicativo em seus celulares que lhes permitiria usar o terminal.

Enquanto isso, a Itautec, da Itaúsa – Investimentos Itaú SA, está trabalhando num protótipo que usa imagens holográficas para que os clientes possam fazer transações usando gestos, sem jamais tocar no terminal.

Barbosa, da Itautec, disse que ainda não há preço definido para as novas máquinas, mas o que exceder o preço das tradicionais será compensado pela economia com medidas de segurança.
Fonte: Valor

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Liquidações no Brasil são diferentes

Paula seguiu a recomendação do consultor financeiro. Queria dar uma bicicleta de presente de Natal para a neta, porém controlou as emoções e, para gastar menos, decidiu esperar pelas liquidações de início de ano. Pesquisou os preços dos modelos e reservou os recursos no orçamento. No começo de janeiro, foi com a menina na loja que tinha o preço mais baixo em dezembro, mas teve uma surpresa: não havia mais bicicletas, todas tinham sido vendidas.

Quando perguntou sobre as ações de queima dos estoques de produtos que não foram vendidos até o Natal, a resposta foi enfática: produtos com muita demanda, como bicicletas, raramente entram nas promoções.

Decepcionadas, avó e neta resolveram apelar para a tecnologia. Entraram nos sites de comparação de preço e conseguiram achar a bicicleta que queriam em outra loja, com um preço razoável. No final tudo acabou bem, mas Paula passou a questionar as liquidações promovidas pelas lojas brasileiras. O contraste com a prática de outros países é gritante.

No ano passado, os brasileiros gastaram o recorde de US$ 21 bilhões em viagens internacionais. De 2003 até 2011, os gastos no exterior aumentaram nove vezes enquanto que os gastos de turistas estrangeiros no Brasil subiram pouco menos do que três vezes.
A combinação entre crescimento da economia brasileira, real forte e facilidade de crédito proporcionou a mais pessoas ter condições financeiras para fazer viagens internacionais. Por outro lado, a estagnação nos países desenvolvidos contribuiu para reduzir o crescimento dos gastos de estrangeiros no Brasil.

No entanto, as evidências práticas indicam que uma das principais razões para o aumento expressivo dos gastos dos brasileiros no exterior é que, quando viajamos, aproveitamos a oportunidade para comprar, mais barato, uma grande quantidade e variedade de produtos que aqui custam muito mais caro.

Todo turista que volta dos EUA, por exemplo, tem uma história para contar sobre como conseguiu aproveitar uma promoção imperdível e comprou os produtos que desejava há tempos com preços muito mais em conta do que encontraria no Brasil.

O aumento da facilidade para viajar possibilitou que mais pessoas pudessem comparar os preços e as práticas comerciais do Brasil com as dos demais países. E a impressão geral é que nem todas as diferenças podem ser atribuídas apenas à maior tributação existente no Brasil, ocasionada pela alegada ineficiência do governo.

Apesar do crescimento do mercado consumidor brasileiro nos últimos anos, a enorme desigualdade de renda ainda impede o desenvolvimento de uma sociedade de consumo de massa, o que poderia fazer com que efetivamente os preços dos produtos caíssem, em razão dos ganhos de escala de produtores e varejistas. Nessa situação, a decisão empresarial poderia ser a de ganhar mais vendendo mais produtos com margem de lucro menor.

Paula continua interessada em ouvir as recomendações do consultor financeiro e acreditando que é preciso desfrutar o momento sem descuidar do amanhã. Mas ficou mais cética com as campanhas publicitárias das lojas que anunciam liquidações, promoções e oportunidades imperdíveis.
Fonte: Valor

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Hackers de aluguel se espalham pela Web

A espionagem on-line está se tornando simples e acessível e já há registros de hackers de aluguel que cobram só algumas centenas de dólares para invadir contas de email.

Especialistas em computação forense dizem que alguns hackers anunciam seus serviços abertamente em mercados on-line. “Não é difícil encontrar hackers”, diz Mikko Hyppönen, da empresa de segurança de informática F-Secure Corp.

Um desses sites, o hiretohack.net, anuncia serviços on-line afirmando que são capazes de “desvendar” senhas de contas de e-mail em menos de 48 horas. O site diz que cobra um mínimo de US$ 150, dependendo do provedor de e-mail, da complexidade da senha e da urgência do trabalho. O site se descreve como um grupo de estudantes de tecnologia na Europa, Estados Unidos e Ásia.

Não foi possível verificar imediatamente a veracidade das promessas do hiretohack.net, e o grupo não respondeu a um pedido de comentário.

Mischel Kwon, que dirige uma empresa de consultoria de segurança e é ex-diretor da Equipe de Prontidão para Emergências Informáticas dos EUA, uma organização governamental, diz que a indústria de hackers de aluguel está bem estabelecida. Algumas são firmas de uma ou duas pessoas, mas há também grupos maiores de “crime organizado”, disse ela. Kwon e outros especialistas notam que também é fácil encontrar ferramentas on-line que ajudam a invadir o e-mail de alguém.

A dimensão do problema pode ser exemplificada pela história de dois irmãos nascidos no Kuwait, Bassam e Kutayba Alghanim, que estão às turras para dividir sua fortuna. Um deles diz que o outro contratou um hacker para invadir sua conta de email. O caso está sendo processado em tribunais nos EUA e no Reino Unido.
Fonte: Valor

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IPCA-15 registra alta de 0,65% em janeiro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,65% em janeiro, contra uma alta de 0,56% observada em dezembro, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos 12 meses terminados em janeiro, o IPCA-15 acumula alta de 6,44%, abaixo dos 6,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O resultado de janeiro foi puxado pelo grupo Transportes, que avançou 0,79%, com impacto de 0,15 ponto percentual para a taxa. O crescimento de transportes foi pressionado principalmente pelo reajuste das tarifas de ônibus urbanos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, além da alta dos preços das passagens dos ônibus intermunicipais em várias outras regiões do país.

Outro fator de pressão veio dos alimentos, que subiram 1,25% em janeiro e tiveram impacto de 0,29 ponto percentual para o IPCA-15 deste mês.

Dentre os índices regionais, o Rio de Janeiro, com elevação de 1,01%, apresentou o maior crescimento em janeiro sobre dezembro entre as regiões pesquisadas. No Rio, destaque para as altas observadas em ônibus urbanos e alimentos, que avançaram 4,0% e 1,93%, respectivamente.

Inversamente, Porto Alegre apresentou o mais baixo resultado, com alta de 0,39% em igual período de comparação. Nessa região, os alimentos subiram apenas 0,04%.
Fonte: Valor

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Construtoras fazem de tudo para contratar

O momento é de aquecimento para o setor da construção civil no Brasil. A grande demanda por obras públicas e de infraestrutura para os eventos esportivos que serão sediados no país apresentou ao setor o problema da escassez de mão de obra. Com prazos para serem cumpridos, empreiteiras espalhadas pelo país foram até o Acre recrutar haitianos, estão distribuindo prêmios em dinheiro e até fazendo sorteios para atrair trabalhadores.

Nos próximos dez dias, pelo menos 28 haitianos serão integrados às equipes de trabalho da construtora mineira Urb Topo. Eles chegaram ao país pela cidade de Brasileia, que tem sido a porta de entrada para centenas de haitianos no Brasil. Essa imigração despertou a preocupação do governo no início do ano, que anunciou a liberação de R$ 1,3 milhão para a assistência em saúde no Estado e a concessão de 1,2 mil vistos permanentes a cada ano para haitianos que queiram viver e trabalhar no Brasil.

Foi em Brasileia que o gerente de recursos humanos Frederico Moraes encontrou os seus mais novos 28 funcionários. “Saí de Contagem [na região metropolitana de Belo Horizonte] com todo o programa definido. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Acre ajudou a encontrar esses trabalhadores, que já estavam com a documentação regularizada. Até a retirada deles do Acre será paga pelo governo”, explica.

De acordo com o encarregado da construtora para recrutar os haitianos, apenas trabalhadores com experiência na construção civil foram contratados. E o salário é o mesmo de qualquer brasileiro: R$ 819 para trabalhar como ajudante de pedreiro. “A carteira será assinada, eles terão alimentação e moradia no local de trabalho e todos os direitos que os funcionários brasileiros têm”, diz Moraes. “A empresa estava com dificuldades para preencher vagas iniciais e os haitianos ficam contentes em receber o piso, que é muito mais do que receberiam em seu país.”
A taxa de desemprego em novembro na construção civil ficou em 2,7%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é bem inferior ao resultado geral do país para todos os setores, que ficou em 5,2% no mesmo mês.

Durante dois fins de semana de janeiro, a Prime Incorporações e Construções, que pertence ao grupo MRV, realizou feiras de emprego em Campo Grande e Cuiabá. Antes do evento, carros de som circularam pelas cidades divulgando o sorteio de eletrodomésticos, como bicicletas e televisores, que haveria no dia da “feira”, cujo real objetivo era encontrar e contratar cerca de 600 funcionários para os nove canteiros de obras que possui nessas cidades. “A ideia do sorteio era atrair o colaborador. Lojas de eletrodomésticos costumam fazer ações na porta para atrair o cliente. A gente também quis se diferenciar do concorrente e fazer com que esse trabalhador nos procurasse”, diz Alexandre Vilela, presidente da empresa.

O evento foi um sucesso. Mais de 1.300 se inscreveram para as vagas disponíveis e foi possível fazer uma triagem no próprio dia da feira. As pessoas saíam do local já com a carteira assinada.

A empresa fez uma parceria com as prefeituras de Campo Grande e Cuiabá, com os sindicatos locais e com bancos, que montaram postos de atendimento para que os trabalhadores que não tivessem conta bancária pudessem abrir a sua conta salário. “Até quem não tinha carteira assinada pode fazer uma na hora”, conta Vilela. Para isso, o investimento total foi de R$ 30 mil. “É pouco se dividirmos esse valor pelas 600 contratações feitas” – o que daria R$ 50 por funcionário admitido.

A empresa tinha motivos concretos para se preocupar com a disponibilidade de funcionários em suas obras, já que chegou a atrasar algumas entregas em 2011 e não quer correr o risco de ver os atrasos se repetirem neste ano, sendo que estão previstas as entregas de 9 mil apartamentos nessas duas capitais do Centro-Oeste a curto prazo. “Em 2010, muitas obras foram lançadas. 2011 foi o ano de execução dessas obras”, afirma Vilela.

A falta de mão de obra não se limita à especializada. Entre as contratações da Prime, 50% foram de serventes, que serão capacitados para ocupar outras posições nas obras. Os 50% restantes representam, principalmente, eletricistas e pedreiros, cujo salário médio é 31% maior que o de serventes.

Na também mineira Construtora Caparaó, a equipe de recursos humanos teve a ideia de dar prêmios, em dinheiro, para os funcionários que indicassem profissionais para vagas em aberto. Quando o indicado passa no período de experiência de 90 dias, tanto quem indicou como o recém-contratado recebem R$ 100 de bonificação.

“Se há vaga disponível, a gente divulga em todas as obras e incentiva a repercussão da vaga entre os funcionários”, explica Silvano Aragão, gerente de RH da empresa. Segundo ele, mais de 20 funcionários foram beneficiados com o prêmio em dinheiro desde setembro do ano passado, quando a prática passou a ser adotada – considerando os três meses de experiência exigidos para que o bônus seja concedido, esses prêmios foram entregues de dezembro para cá.

Jorge da Silva foi um dos beneficiados pela escassez de mão de obra na construção civil. Seu último emprego havia sido como técnico de laboratório em uma universidade em Campo Grande, de onde ele saiu em junho. Em janeiro, quando deixou de receber o seguro-desemprego, Silva viu uma oportunidade no anúncio da Prime. Contratado como pedreiro, seu salário, de R$ 1.200, é 50% maior do que o pago pela universidade. “Quando fui participar da seleção na Prime, já tinha sido aprovado em outras duas construtoras. Eu pude escolher”, diz.

As diferentes maneiras de atração têm sido criadas pelas empresas que precisam recrutar mão de obra na construção civil para atingir trabalhadores como Silva, que, diante da grande oferta de vagas e da escassez de mão de obra, podem negociar e escolher entre diferentes propostas de emprego.

Essa realidade ainda não é compartilhada pela Odebrecht nas obras do estádio do Corinthians, na zona leste da capital paulista. A empresa fez uma parceria com a prefeitura para recrutar mão de obra qualificada por meio do Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT). “As funções são similares em praticamente todas as obras da construção civil pesada. A gente exige comprovação de experiência em carteira, devido ao grau de segurança necessário”, segundo Domingos Sávio de Araújo, gerente-administrativo dessa obra.

Os 1.038 funcionários que trabalham na obra vieram de três principais fontes. A maior parte conseguiu o emprego após indicação pelo CAT. O programa de capacitação profissional “Acreditar” também forma mão de obra capacitada. A empresa ainda pratica o reaproveitamento de outras obras que vão sendo finalizadas no período de construção do estádio. “A gente busca mapear obras vizinhas que estejam em fase de finalização para aproveitar esses funcionários, que já conhecem a dinâmica da empresa”, diz o gerente.
Fonte: Valor

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Como ficará o preço dos imóveis em 2012

Após alcançar valorização de até 100% em alguns bairros, os preços do mercado imobiliário começam a apresentar um ritmo de evolução menor. Em dezembro, os imóveis na capital paulista tiveram alta de 1,4%, o menor valor registrado desde maio de 2011, dando indícios de que o mercado se prepara para alcançar um equilíbrio.
A estabilização, no entanto, não significa que os preços vão começar a cair, pelo menos não na opinião de Marcos França, diretor comercial da Requadra Desenvolvimento Imobiliário. “Acredito que o valor dos imóveis subirá num ritmo menor do que o que aconteceu nos últimos anos, por exemplo, quando a procura por residências foi muito alta e os produtos se esgotavam rapidamente”, diz.

Segundo França, a tendência é que os preços dos imóveis acompanhem, no mínimo, a inflação. “Nunca vi o preço de um imóvel desvalorizar. Os valores dos imóveis acompanham, pelo menos, a inflação do período”.

De acordo com o executivo, o grande aumento dos preços já aconteceu e a influência desta valorização nas vendas é nítida, mas prevista. “Por conta do novo momento que estamos passando neste mercado, notamos uma enorme diminuição dos compradores especulativos que participavam da compra e venda das unidades esperando a rápida valorização. Agora estamos tratando de fato com os futuros moradores”, explica.

Para o diretor, o comprador pode até encontrar imóveis que tenham sofrido queda nos preços, mas apenas em casos pontuais. “Não podemos falar em desvalorização, o que pode acontecer é do cliente achar um imóvel que tenha sofrido queda do preço por algum motivo em especial, mas isoladamente. Os valores já estão em um novo patamar e a oferta de crédito já está mais seletiva, o que é saudável para evitarmos as famosas bolhas imobiliárias”, explica.
Fonte: Exame

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Prévia do IGP-M tem alta de 0,22%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,22%, informou a Fundação Getulio Vargas. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi negativa, de -0,07%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. O IPA teve deflação de -0,04% no período. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -0,38%. A taxa de variação dos bens finais recuou de 0,62% para 0,06%.
Fonte: Valor

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Receita suspende serviços pela internet no fim de semana

O endereço eletrônico da Receita Federal do Brasil na internet estará em manutenção no próximo fim de semana, dias 21 e 22, por causa da ampliação dos serviços prestados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) na área de infraestrutura.

Por isso, algumas funcionalidades, como o pagamentos de tributos e o acesso a programas geradores de declarações do Imposto de Renda estarão indisponíveis, de acordo com informação da Receita. Os serviços estarão restabelecidos segunda-feira (23).

A parada técnica estava prevista desde o fim do ano passado. As datas para essas paradas foram definidas porque nos fins de semana cai bastante a demanda pelos serviços da Receita – com menos prejuízo, portanto, para a operação do sistema.

Assim ocorreu, por exemplo, no carnaval de 2010 (de 13 a 15 de fevereiro), quando a Receita também suspendeu suas operações na internet para que o Serpro pudesse realizar a manutenção preventiva de equipamentos.

Fonte: Exame

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O dia em que a bolsa parou

Um apagão tomou conta do sistema de compra e venda de ações da Bovespa ontem pela manhã deixando os investidores às escuras. O pregão começou com uma hora e 25 minutos de atraso, sem justificativas sobre as causas que teriam levado à pane. Muitos investidores procuraram as corretoras para tentar entender o que estava ocorrendo e várias instituições enviaram comunicados aos clientes.

Segundo operadores ouvidos pelo Valor, a bolsa informou às corretoras sobre o atraso pouco antes do início do pregão pela manhã. O investidor pessoa física, no entanto, não conseguia entender ao certo quais eram os problemas. E, como os estrangeiros costumam começar a operar apenas mais tarde, após a abertura do mercado americano, os mais afetados pelo apagão provavelmente foram mesmo os investidores pessoas físicas que atuam via home broker – sistema de compra e venda de ações pela internet.

Apesar do problema, o mercado operou normalmente após o início dos negócios. Muitos disseram, inclusive, que não viram nenhum dano mais significativo às transações. E o volume total negociado no mercado à vista atingiu R$ 5,935 bilhões, acima da média diária deste ano, de R$ 5,027 bilhões. Já o número de negócio foi de 532.626, muito pouco abaixo da média de 2012, de 538 mil operações. O Ibovespa fechou com valorização de 1,15%, aos 60.645 pontos, e atingiu o maior nível desde 13 de julho de 2011 (60.669 pontos).

“A pane, de qualquer forma, acaba afetando a credibilidade da bolsa”, afirma um operador que preferiu não ter o seu nome citado. O que se sabe é que o problema ocorreu no chamado Mega Bolsa – programa de negociação eletrônica para o mercado à vista e de opções licenciado pela Bolsa de Nova York.

À tarde, já com o pregão em andamento, a BM&FBovespa divulgou uma nota na qual afirma que o atraso na abertura do mercado ocorreu “devido a problemas técnicos em um dos núcleos de negociação do sistema Mega Bolsa.” O comunicado diz ainda que “a falha está sendo analisada (…) de modo a aplicar medidas preventivas adicionais evitando a recorrência do problema.”

Procurada, a BM&FBovespa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não se pronunciaria a respeito, além da nota divulgada. Com isso, algumas perguntas continuaram sem respostas: O que realmente aconteceu? Não existe um sistema de contingência a ser acionado quando há problemas no Mega Bolsa?

Questionada se a BM&FBovespa, como companhia aberta, não deveria ter informado todo o mercado e não só as corretoras sobre o atraso logo pela manhã, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disse que “acompanha e analisa as operações e atividades realizadas na BM&FBovespa e toma as medidas cabíveis, quando necessário.”

Alguns investidores ficaram particularmente irritados com o “apagão” do sistema porque, antes de o início do pregão, a bolsa cancelou todas as ordens de compra e venda que estavam na fila para serem executadas. Ativos como os da OGX, Petrobras e MMX figuravam nessa lista.

O cancelamento afetou justamente as pessoas físicas que negociam pelo home broker. Esses investidores costumam colocar no sistema da bolsa ofertas de compra de um papel a um preço mais baixo do que o do dia anterior. Isso faz com que essa ordem entre numa fila de espera até que o preço da ação recue e o negócio seja fechado.

O investidor de home broker pode definir ainda o prazo para que essa ordem seja executada. Se for uma ordem de compra com preço abaixo do mercado, o aplicador pode, por exemplo, configurar o sistema para que ela permaneça no livro de ofertas até o fim do dia. Se o preço cair, ela será executada. Já se a ação continuar acima do valor programado, a ordem será cancelada.

Há, no entanto, investidores que deixam as ordens na fila por semanas, afirma um operador de uma corretora de varejo. É o que o mercado chama de VAC, sigla para “válida até o cancelamento”. Essa ordem na fila de espera é importante principalmente para os negócios com papéis de menor liquidez, cujos preços são expressos em centavos.

Se um papel é negociado a R$ 0,36, um investidor pode, por exemplo, colocar no sistema uma ordem de compra a R$ 0,35. Assim como ele, vários outros fazem o mesmo. A ordem do investidor, então, entra numa fila. “E o lugar que ela ocupa nessa fila faz bastante diferença; por isso, alguns investidores se mostraram bastante incomodados com o cancelamento das ordens”, conta um operador de ações de uma corretora de varejo.

Como os grandes bancos não costumam deixar ordens na fila, o cancelamento executado pela bolsa atingiu exatamente as ordens que foram agendadas pelos pequenos investidores. “A pane deve ter trazido impacto principalmente à pessoa física, que opera bastante dessa maneira”, diz outro operador.

Não é a primeira vez que uma pane pega de surpresa os investidores. Em junho de 2010, houve uma falha operacional que paralisou as negociações com derivativos por pelo menos uma hora. Anos antes, em 2007, houve uma pane durante o lançamento de ações da então BM&F na bolsa. O excesso de negócios na abertura do pregão fez com que o sistema não aguentasse e travasse para a compra e a venda do papel. Com isso, quem estava negociando naquele período não conseguiu completar suas operações.

Fonte: Valor

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Banda larga expõe diversos Brasis

A disponibilidade do acesso à internet em banda larga expõe as contradições das comunicações no Brasil. O país encerrou o ano com menos de 56 milhões de conexões de banda larga para uma população em torno de 190 milhões de habitantes. Estão inclusas as conexões fixas, móveis, residenciais e empresariais. Na telefonia fixa, a densidade também é baixa, com menos de 43 milhões de acessos. Com cenário bem diferente, os serviços móveis contam com 242,2 milhões de celulares, o equivalente a 127,5 aparelhos por 100 habitantes. Mas se a telefonia fixa tem sido gradativamente substituída pela celular, o que garante algum tipo de comunicação em regiões desprovidas de infraestrutura de redes de cabos, para internet veloz o caso é diferente. Até agora, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo não deslanchou e o que se pode ver são vários Brasis diferentes, com amplas regiões sem internet e desequilíbrio onde há oferta do serviço. Pode-se encontrar 1 megabit por segundo de velocidade no Sudeste por R$ 29,80 ou até 30 vezes mais caro no Norte.

Em relação à velocidade das transmissões, 40% dos acessos contratados no país são de até 1 Mbps, sendo que 21% dessas conexões estão na faixa de até 256 kilobits por segundo (Kbps), de acordo com o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Leia o resto desse post »

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